6 de agosto de 2010

O melhor de tudo...














...é perceber que, sempre que te vejo, sinto o mesmo frio na barriga que senti na primeira vez em que vi você descendo daquele ônibus e me abraçando e me beijando em plena rodoviária de uma cidadezinha do interior.


Obrigado por fazer parte de mim!











4 de agosto de 2010








"In the deepest hour of the night, confess to yourself that you would die if you were forbidden to write. And look deep into your heart where it spreads its roots, the answer, and ask yourself, must I write?"
Rainer Maria Rilke




Volto logo, viu!





"Na hora mais profunda da noite, admita a si mesmo que morreria se fosse impedido de escrever. E busque a resposta bem dentro do coração, onde ela dissemina suas raízes, e pergunte a si mesmo: eu tenho de escrever?"





30 de julho de 2010

Algumas linhas para o meu limite





Seria bom se você pudesse clicar nessa imagem e ouvir essa música enquanto lê esse texto. Acredite.




Tem gente que tem um auto-controle incrível, para mim inexplicável. Nunca consegui tal proeza. Sempre fui um sem-limites na vida. Não digo que fui um desmiolado que bebe e cai pelas ruas ou que sai beijando até o cachorro manco da esquina ou que sai fazendo coisas insanas e querendo aparecer mais do que as celulites da Watermelon Woman em plena Copacabana beach. O que eu quero dizer sobre limites é para a minha imaginação, que é fértil, que é louca, que é bandida e muito fugaz.

Preciso te contar que tive umas semanas bem difíceis, dessas que enlouqueceriam até o mais sensato dos homens. Isso explica tudo. Para me enlouquecer poucas coisas bastam. Poucas coisas me fazem me sentir péssimo, neurótico, fora de mim, um verdadeiro maluco em pele de oi-sou-normal. Mas não fique preocupado, como eu disse, eu exagero. Ou melhor, meu cérebro é que exagera por mim. Se dependesse de mim eu seria a mãe e o pai da paciência. Contudo, não sou. Digamos que eu sou a própria impaciência, a própria paranóia, a própria neurose. Mas eu sou uma boa pessoa, ok? Só estou desabafando com vocês porque sei que você vai me entender. Ou pelo menos tentar. Ou pelo menos fingir que entendeu. Ou pelo menos fingir que tentou entender. Que seja, não preciso de todo seu entendimento, só preciso que você me ouça: eu tenho alguém dentro de mim que grita. E esse alguém grita alto. Às vezes ele grita tão alto que me desorienta, me deixa sem rumo, sem norte, sem noção do que eu tenho que fazer nesse mundo.

Quantas horas de sono perdidas por preocupações tão tolas, tão inúteis, tão non sense. Sabe do que eu preciso? Uma boa dose de relaxamento, um lugar onde eu possa libertar essa coisa que grita dentro de mim, um lugar onde eu possa ser compreendido e contar com o seu abraço e com o seu também e com o seu também e com o abraço do amor mais amor dos amores, do meu amor, da minha mãe, do meu pai, do meu irmão, um abraço de Deus. Um abraço sublime que faça descansar e acreditar que tudo nessa vida passa e que você é forte o suficiente para aguentar isso com um largo sorriso no rosto, mesmo que o sorriso esteja forçado. Ainda assim ele é sorriso.

Eu preciso de algo que me faça acreditar na eternidade de cada segundo, na força das palavras, no poder dos meus pensamentos. Muitas vezes eu divago em busca de mim, em busca de algo que faça algum sentido e que possa me dizer: "-Acorda, você é mais que isso! Você é muito mais que isso!" Eu tenho me manter numa linha, uma linha reta, que às vezes se curva, outras vezes dá um nó que parece cego, que por vezes é conduzida pelo vento, uma linha que, como nós mesmos, é apenas linha. É apenas um breve pulsar, um movimento que busca seu destino em busca da felicidade. Quem foi que te fez acreditar que é fácil ser feliz? Quem é que te disse que tudo seria fácil e bonito como nos filmes? Quem é que te disse que você é a Cinderela? Acorda! Levanta dessa cama, porque você é mais que isso. Levanta dessa cama em que você comodamente faz questão de deitar-se sempre que o mundo está explodindo lá fora. Levanta e vem ver o sol, o céu, sente o vento no seu rosto, sente a vida.

Eu faço coisas sem pensar, penso demais em coisas antes de fazer, penso e não faço nada, faço e penso em tudo que fiz. Acho que isso é normal, não é? Espero que seja, porque tem coisas que eu faço e sei que não deveria ter feito, mas ainda assim não quero ir lá e deletar tudo e fingir que eu acho tudo isso lindo porque eu não acho. Que quando eu fizer, que seja por mim. Não acho legal, mas confio em você. Eu não confio é no que o meu cérebro fica imaginando. Não permita que ele fique imaginando coisas, deixe tudo bem entendido, tudo bem explicado, tudo às claras e objetivamente elucidado e esclarecido. Encucado, ele começa a criar roteiros mirabolantes. Encurralado, ele faz caquinha. E é aí que eu começo a surtar.

Pois bem, o que precisava era isso: conversar com você. Me desculpe pela demora, mas não tenho tido tempo para separar as palavras que eu precisava colocar aqui. Desculpa, mas eu preciso escolher amiúde tudo o que eu digo a você. Muito obrigado por estar aqui comigo. Eu precisei, por diversas vezes, vir aqui e falar com você, mas não consegui achar forças para expressar alguma coisa que pudesse fazer sentido. Eu não fazia sentido para mim naquele momento. Obrigado por me ouvir e por estar ao meu lado. Mas está tudo bem. Foi só o meu exagero que entrou em ação. Mas ainda assim obrigado. Reze por mim, por você, por todos. Espero que entendam os meus limites e me façam acreditar que eu posso (e sou) uma pessoa como outra qualquer. Humano. Ser.







"Desistir não é nobre. E arduamente, não desistimos."
Do Caio Fernando Abreu.










20 de julho de 2010

Já volto!






5 de julho de 2010






Se vai tentar
siga em frente.
Senão, nem comece!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...
e talvez a cabeça.
Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...
A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.
Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

Role os Dados - Charles Bukowski





Agradecimentos especiais ao meu amigo Deco Cassavetes
que sempre me manda textos incríveis!






22 de junho de 2010

Cores







Eu comprei meias coloridas. Eu comprei e vou usar. Aliás, já usei. Não quero nem saber se alguém vai torcer o nariz pro excesso de cor que elas têm. Fui lá e comprei e paguei e são minhas e sou eu quem vai usar. Não interessa se são coloridas, pretas, brancas, azuis ou cor de abóbora. Não interessa se são normais ou de dedinhos (as minhas são de dedinhos, só pra constar). O que interessa é o bem que elas me proporcionam.

Muitas vezes deixamos passar batido esse detalhe importantíssimo: o prazer que algumas coisas ou pessoas ou plantas ou animais nos proporcionam, a alegria que determinadas situações trazem para o nosso mundo, a vontade de ir um pouco mais além que um simples par de meias podem trazer para a vida de uma pessoa. Não tenho medo ou vergonha de usar todas aquelas cores. Quem foi que disse que eu preciso me anular? Viver no preto e branco e azul escuro e cinza? Quem foi que disse que eu não posso ser um arco-íris ambulante? Queria muito descobrir quem é que dita as regras pra poder ir lá, olhar bem nos olhos dele e, petulantemente, esfregar minhas meias coloridas na cara desse retrógrado senhor. E digo mais: terei um imenso prazer em fazer isso.

Gosto do vermelho, que me lembra amor, meu amor, morango, coração e bla bla bla. Gosto do amarelo, que vejo no sol todos os dias. Gosto do azul, que faz eu me sentir nas nuvens. Gosto do verde, que me faz respirar melhor. Gosto do rosa, que me lembra as jujubas mais gostosas do pacote. Gosto do roxo, que me lembra os ematomas que eu adquiria quando ainda aprendia a andar de bicicleta. Gosto do alaranjado, que me traz o cheirinho da laranjeira em abundância. Gosto do branco, que faz um bem danado para a mente. Gosto do preto, que me lembra as minhas roupas mais lindas. Gosto de todas as cores. Todas elas me trazem alegria, vida, exuberância e delicadeza. Gosto de tê-las sempre comigo, juntas, separadas, pedaços, listras, bolas, partes de um todo que não tem fim. Gosto de sentir o sabor de infância (eterna) que elas me mostram.

Eu poderia deixar de usar as minhas meias, as minhas cores, mas assim eu não seria coerente comigo mesmo. Eu poderia. Eu poderia. Eu poderia. Eu poderia tantas e tantas coisas que nunca pensei que poderia querer ou ser. Porém, fazendo isso, eu não poderia ser eu mesmo. Eu não poderia gritar bem um alto um palavrão quando eu batesse o dedinho no canto da estante. Eu não poderia comer Nutella com o dedo indicador. Eu não poderia levar um café na cama pro meu amor. Eu não poderia viver. Eu não poderia VIVER! Você tem noção do quão é importante viver? Eu digo viver mesmo e não apenas existir. Viver no sentido de que você precisa construir a sua história, agindo de acordo com o seu coração e princípios, acreditando em quem o seu instinto natural (sim, eu tenho um bem aguçado) manda você acreditar. Vivendo de acordo com o que faz bem ao seu coração. Eu poderia te dizer para seguir todas as regras, mas não seria eu. Eu não sigo todas elas. Na verdade, nem sei se eu sigo as regras impostas. As regras que eu sigo foram todas criadas pelo meu jeito turrão e abnegado de ser. Elas estão intrinsecamente ligadas a mim.

Eu deveria te encorajar a quebrar todas as regras, mas esse não é o caminho e muito menos o que eu desejo a você. O que eu desejo a todos é que criem suas regras, seus valores, princípios, que acreditem nos seus anseios, que vençam seus medos, que possam fazer valer cada amanhecer. Deus (sim, eu acredito em Deus) ou qualquer que seja a sua crença, nos fez seres humanos pensantes e cheios de vontades justamente para sermos felizes. Para poder viver de acordo com o que nos faz bem. Porque pecado pra mim é deixar de comer um brigadeiro com medo de engordar e ser mal visto pelos outros. Eu não me importo com o que os outros pensam mesmo. Não tô nem aí. Eu sou um menino, amo um menino, como brigadeiros e uso meias coloridas.







Eu poderia falar pra você ouvir True Colors por causa do lance das cores e tal, mas eu prefiro que você veja (e ouça)





e acreditem que amanhã todos seremos bonitos e bem coloridos!



21 de junho de 2010







Sorria!
Mesmo quando tudo parecer perdido.
Mesmo quando o mundo te diga "não".
Mesmo que o sol não te aqueça em um dia frio.
Mesmo que seu coração continue ferido.
Mesmo que a vida te dê uma rasteira.
Mesmo que você não consiga sorrir...
Sorria!




Sorria, pois sempre haverá alguém para segurar a sua mão e acalentar o pranto do seu coração.






4 de junho de 2010




"Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento."

Clarice Lispector




28 de maio de 2010

Você não me conhece nem fodendo!









Todas as pessoas. Todos os mundos. Todos os meus mundos. Eles se encontram vezenquando. As pessoas, os mundos e os meus mundos. Aberrações vindas da infância e gritos amortecidos pelo calor das horas. Estamos diante de um colapso neural que suga todas as energias que insistem em borbulhar em nossos corações. O que fazer para detê-las? O que fazer para mantê-las dentro de nós? O que fazer para retê-las dentro dos nossos mundos?

Filtrar as energias: receber as boas e deixar as ruins passarem pelo filtro de vento que trazemos no peito. É difícil reconhecer num amigo a angústia da soberba, da ignorância, do preconceito pelas coisas que, para ele, ainda são ocultas. É difícil pensar que a vida pode ser tão justa e, ao mesmo tempo, tão injusta. É difícil aceitar que as pessoas te viraram as costas quando você mais precisou e que somente agora, com a poeira no chão e os móveis em dia com a faxina, elas voltam atrás e passam a ver tudo aquilo que você viu desde o início. Escrevo para manter vivo o sentimento que não deve morrer. O sentimento de quem sofreu, mas que sabe perdoar. O sentimento de quem sabe que, nada é como antes, mas pode ser pelo menos mais brando e sem rancores. A mágoa disseca os corpos gélidos, o amor aquece.







Ao som de Você não me conhece [nem fodendo], do Jay Vaquer, me reconheci.








Um beijo pra quem me transforma na melhor pessoa do mundo todos os dias.





19 de maio de 2010

Meus bons amigos...







Hoje eu acordei meio nostálgico. Sei lá. Todo mundo percebe e me diz, mas eu nem sei o porquê. É uma contração involuntária que pulsa e acelera e rebate no peito. Saudade boa de tudo o que se viveu (e vive). Saudade de quem tá perto e de quem tá longe. Longe da alma, do coração, do toque, do beijo e do abraço. Saudade de quem um dia fez história nesse músculo pulsante que trazemos em nosso peito. Esse músculo forte, que suporta tanta coisa e, ainda assim, não desaprende o verdadeiro sentido de amar. Saudade de ganhar, de vencer, de viver a vida (e nem tô falando da novela que terminou semana passada. Estou falando é de vida. E disso, por mais que eu explique, ninguém sabe falar com precisão.

O que nós sabemos mesmo é do nosso mundo. Será que sabemos mesmo? Não sei. Não faço a mínima ideia se sei. Só que sei que algo ao meu redor é passível de entendimento. Do resto eu não ouso falar. A gente fala e complica, se complica, complica o outro, complica a situação e a vida. O fato é a minha boca grande não consegue se calar. E ela fala, fala, fala, reclama, resmunga, faz bico, resmunga e faz bico outra vez. Não tem jeito com ela. Ela sempre falou demais. E todo mundo sempre me crucificou por isso. Às vezes perdemos tempo falando aquilo que já falamos, às vezes ganhamos tempo falando o que nunca foi falado, às vezes perdemos tempo por não ter falado aquilo que precisávamos falar. Desse mal eu não sofro. É melhor falar do que calar.

Pra acompanhar esse texto eu estou ouvindo nada mais nada menos que "Meus bons amigos", do Barão Vermelho. Ouça também e entre no clima. Entra no clima e esquece do resto. "Nossos sonhos, realidades" sempre e sempre mais, porque "sobre os nossos ombros aprendemos a carregar toda vontade que faz vingar no bem que fez pra mim assim, assim". Meus bons amigos, onde estão? Notícias de todos quero saber. Todo mundo precisa de um amigo, todo mundo quer ter um amigo. Eu tenho, graças a Deus. Tenho amigo amigo, amigo amor, amigo mãe, amigo pai, amigo irmão, amigo colega de trabalho que vira amigo. Tenho todo tipo, mas não fico perto deles o suficiente. Ou pelo menos não estou perto deles nos momentos em que gostaria de estar. Enfim, é a vida.

Queria todos os meus amigos sempre ao meu lado. Como uma grande corrente, um elo, todos os elos. É desse elo que precisamos para permanecer firmes, seguros, felizes.
Posso então tirar a super armadura e deixar viver o homem? Pois bem: minha alma é uma criança. Ela precisa de carinho. Não é sempre, a cada segundo, minuto e etc e tal. Não precisa me lamber vinte e quatro horas por dia. Ninguém tem paciência pra novela mexicana. Mas no fundo, bem no fundo, minha alma precisa sentir o carinho. É dela que temos que cuidar. Plantar nosso jardim, regar, ver crescer os frutos, vê-los ganhar cor, vida, luz. Ganhar a plenitude que merecemos ter.

Acho que minha alma chorou hoje um pouquinho, mas ninguém viu. Foi coisa lá dentro. Chorou, secou as lágrimas sozinha, desfez a bagunça, ajeitou o cabelo e saiu linda pra passear e ver a riqueza que ela tinha ao seu redor.