21 de outubro de 2011

É o jeito...











É o jeito como sorri, como anda, como para, como olha, como chora quando acorda cedo, quando se espreguiça, quando faz acrobacias e se vira de ponta a cabeça. É o jeito como me abraça, como me aperta, como me ama. É o jeito simples e desprendido de ver as coisas, é o jeito de dizer que está tudo limpinho,  de dizer que não tem bactérias nocivas ao meu TOC. É o jeito como sopra o cabelo caindo no olho, como dorme todo enroladinho, como pergunta que horas são. É o jeito como me olha com aquela cara de coitado só pra me derreter inteiro.



É o jeito da gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma. Felicidade se acha é só em horinhas de descuido. Eu sou meio (muito) ciumento, briguento, quero ser pai e mãe e acredito no amor pra vida inteira. Acredito no amor pra sempre, porque já encontrei o meu. Porque no fundo, você sabe que, mesmo dizendo que o certo é não precisar de ninguém pra ser feliz, não seria a mesma coisa se você não tivesse alguém especial com quem você quisesse dividir o pacote de biscoito de polvilho ou o pão-de-queijo com recheio de frango com catupiry. É o jeito de fazer eu me sentir mais especial que bombom Ouro Branco no meio da tarde de uma sexta-feira cinza. É desse jeito estranho e meio modernoso de enxergar o que muita gente não enxerga - sentimento fiel a sentimento fiel. 



Gosto de abraço de urso, beijo estalado, carinho no cabelo e sorriso bem largo, espaçoso, verdadeiro. Sou estranho? Acho que sou. Todo mundo fala isso, mas eu não dou muita bola pra essa gente que se acha o umbigo do mundo. Eu percebi que decorei o seu cheiro. Que pessoa normal decora o cheiro de outro alguém? Eu! Só. Isso me faz assim, um bobão absurdamente feliz por saber que, ao seu lado, nenhum segundo é por acaso. Eu queria te dizer tanta coisa... só te abraçando mesmo. O tempo tem uma forma maravilhosa de nos mostrar o que realmente importa. Não temo olho gordo, nem a inveja, nem os comentários maldosos dos infelizes. Sou de Deus, quem não é que se cuide. Hoje eu sei que a felicidade tem nome, tem cor, tem cheiro de lírio. Quer saber o que eu quero? Afeto, carinho, muito dengo, beijinhos e seu amor.



Pode até ser meio solitário correr contra a maré, mas como é gostoso olhar a multidão do outro lado e enxergar todo mundo pequenininho. Todo mundo que te criticou e não acreditou em você e esse seu amor maluco. Você pode ter defeitos (quem não os tem?), mas ainda assim é melhor do que o resto do mundo e, quem olha pra nós dois, sabe que tem algo a mais. Principalmente quando nossos olhos se encontram e instantaneamente ocorre uma ligação sobrenatural. Os olhos não mentem, todos nós sabemos. Ele é dedo duro. Conta tudo que há no coração. E no meu, bem…você sabe, tem amor.



Meu bem, você é a quarta folha do meu trevo. Com você, tudo é sorte!
21 de outubro - 27 meses






14 de outubro de 2011

Liberte-se!







Eu sempre soube que um dia esse abraço ficaria pequeno e apertado demais para nós dois. Era muita gente dentro dele, muitas vidas, muitos problemas e muitas coisas que nós sempre demos um jeitinho de colocar entre esse nosso tão sinceramente vadio amor. Era amor além de alguma estrutura inacabada, era único, era polar e, ao mesmo tempo, era tropical. Era uma coisa que eu não vou saber te explicar. Toda vez que o sol nasce no horizonte eu tenho a certeza que seu objetivo é raiar. Forte. Sincero. Tranquilo. Avassalador. Sinto que seu objetivo não é alcançado quando as nuvens insistem em cobrir seu brilho, mas ainda sim ele está lá, lutando contra as nuvens, fazendo chover, abrindo espaço, invocando um turbilhão de raios e vapores quase etéreos e, ao mesmo tempo, tão sensuais e românticos. Soou um pouco extremo isso, né? Talvez seja a ferrugem desses dedos cansados de tanto fazer o mar ter seu peixe de volta. Enfim, nosso abraço ficou assim... um pouco velho demais para nossas calças jeans desbotadas.



Mesmo assim eu quero estar aqui dentro, perto, junto. Quero (e preciso) ter esse amor sempre sadio e bonito bem pertinho dos meus ouvidos. E é muito bom tê-lo, mesmo que apertadinho, nesse abraço tão gostoso e fraterno. Hoje somos metades encontradas que se perderam pelo caminho. Esse reencontro foi inesperado, esteve suspenso no universo. É por ele que todos acordamos e acreditamos no caminhar. Diga que você se arrependeu de tentar, diga que você não quer mais, diga isso tudo olhando dentro dos meus olhos. Só assim vou encontrar a verdade dentro de você. Eu sei que isso é um devaneio insano de um jovem escritor de vinte e poucos anos, mas todos nós precisamos ter o nosso alguém para amar. Antes dele, a jornada é longa e bastante tortuosa. Somos chamados pela coragem a enfrentar o árduo desafio de aprendermos a nos amar antes de tentar buscar o amor no outro. Só o nosso amor-próprio é capaz de construir um sentimento, uma vida em comum. Somos metades completas que precisam se encontram em algum ponto da estrada. Somos sementes germinadas esperando a hora certa de brotar entre as pedras. Somos todos os espinhos que desenvolvemos e são esses espinhos que nos ajudarão a vencer dia após dia. 



Ele queria o mundo, queria estar no mundo e queria construir um mundo perfeito - onde as pessoas eram perfeitas e nascidas especialmente para você, sem passado, sem história, uma página inssossa e em branco, pronta para você desenhar o que quisesse. Não é assim, bebê! Hoje é dia de acreditar na experiência do outro, em tudo o que ele viveu, em tudo que fez ele estar preparado para ser esse amor tão grande em sua vida. Hoje é dia de amor, bebê! É dia de flutuar feito bolha de sabão pela atmosfera do céu da boca mais bonita que você já beijou. E não adianta tentar fugir ou se esconder nas prateleiras do supermercado, você foi fisgado! E isso já tem tempo. Só você não consegue ver e aceitar que, assim como todo bom ser humano, somos errados e errantes em nossa tarefa diária - a vida. Eu ficaria bem, mas não essa noite. Essa noite eu preciso e quero só você entre os meus lençois. Na verdade, eu nunca quis outro. Esse lugar é e sempre será somente seu. Na verdade, eu sempre quis um eterno reprise dessa noite. Quero nosso amor no repeat e no shuffle, para que nunca percamos o rebolado, o jogo de cintura, o tesão, a paixão e esse tal amor.



Eu tenho uma língua grossa, nervosa, inquieta. Ela não se contém e sempre precisa dar nos dentes toda a fúria dessas palavras que fervem dentro de mim. Isso me deixa tão nu, tão eu, tão tão tão vulnerável que acabo parecendo ser mais forte do que qualquer arma de guerra já inventada. As pessoas não conseguem perceber que essa brutalidade nada mais é do que a mais pura revelação d'uma alma em chamas, transbordando as palavras não ditas e esquecidas no fundo do baú. Revirar tudo, jogar fora remorsos acumulados. Quem gosta de você te compreende e sabe a extensão do seu coração. E o melhor: sabe exatamente quanto custa o metro quadrado dessa terra de amor e sinceridade. Essas palavras que parecem um chicote ferem muito menos do que o sentimento que você alimenta dentro de você. Esse sentimento ruim, feio, que faz mal não só a você, mas a todos que estão a sua volta. E eu não quero isso para mim, eu tenho um abraço que me cabe, eu tenho um amor para beijar numa manhã chuvosa, eu tenho todo o tempo do mundo para que você perceba quem é que está fazendo mal a quem aqui nessa história furada que você inventou para você.



É sempre escuridão antes do amanhecer. A luz vencendo as trevas, o bem vencendo todo o mal que vive nas pessoas. As trevas são para os que não querem lutar. Liberte-se! Esse rancor só vai fazer você se envenenar, pouco a pouco, minuto após minuto. Deixe o passado para trás, veja uma saída, construa um novo caminho caso seja necessário. Seja como a água, que arrebenta as pedras e passa por cima de todos os obstáculos. Porém, respeite as margens do rio, respeite as plantas que já estavam ali. Apenas nunca deixe que nada impeça seu caminhar, sua evolução. Enfrente seus medos de frente, não fuja, não busque artifícios. Somos fadados a decepção quando não nos damos conta do tanto de coisas que fazemos e dizemos em busca da perfeição utópica que se criou a nossa volta. Essa perfeição não existe. Cai na real.






Sabemos que é o amor somente porque é o amor. 
Não adianta fingir ou tentar se esconder.
É amor e ponto.
É amor e vai fazer valer a pena se apertar nesse abraço.
É amor e vai valer a pena toda luta.
É puro e simplesmente amor.